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BRASIL, Mulher, Arte, esculhambação e perversidades.
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Uma enorme ressaca de felicidade, uma estaca enfiada na cabeça, remédio pílula azul para passar o mal estar, sensação de fraternidade, de humanidade, artistas que se encontram (no mínimo!) uma vez por ano para beber, comer e trocar presentes feitos por suas próprias mãos... Saudades de Tomaz e Sara. Família fanática reunida ontem, até Bittow trocou a passagem... Olhos enviezados, um fígado um pouco cansado, cama e água. Lembrança boa sempre.
Escrito por Michelle Ferreira às 15h04
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Já conseguiu morder os cotovelos?
Invejoso Querer o que é dos outros é o seu gozo E fica remoendo até o osso Mas sua fruta só lhe dá caroço do cd "Iê, iê, iê" , do Arnaldo Antunes. Música 6, Invejoso.
Escrito por Michelle Ferreira às 13h06
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Um pouco tarde para "Feliz NataL"

Tem uma frase do meu amigo Paulo Santoro que eu gosto muito que é: "Se não sabe o que está fazendo, faça devagar." Não é o caso do Seltão. Ontem assisti seu filme, e sei que eu estava um pouco atrasada, mas encarei. Gostei de prima. Seltão quer fazer um cinema - cinema- coisa -boa- coisa- fina. Quer também grandes atuações e para isso cria personagens complexos e delícias de fazer. É um filme bonito. De certo os enquadramentos são melhores que o roteiro, que ás vezes tem um diálogos um pouco durinhos, principalmente no seu começo. O cara também começa enfiando o dedo no seu olho, e talvez por isso sobre menos para o final, já que a tinta toda foi gasta. Mas os atores estão voando alto, muitos olhares, muita densidade. Destaque para o diálogo entre Darlene Glória e Lúcio Mauro, um ex casal que simplesmente se odeia. Darlene começa: " Olha o galã de padaria..." e daí para frente é só no soco inglês das palavras. É claro que o Seltão não precisa dos meus elogios já que ele é o cara do cinema brasileiro. Mas foi bom ver que ele é foda atrás das câmeras também e que tem muito para dizer. Esse foi só o primeiro...
Escrito por Michelle Ferreira às 13h46
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Tomamos juntos uma garrafa de vinho e saimos felizes e cheios de sono do Planetas. Os jovens são tão arrogantes, mal sabem eles, mal sabia eu... Você vai aprendendo e se libertando, e quando vê, está um pouco mais próximo daquilo que você deve ser, do lugar onde deve estar. ( Parecido com o "Corpo sem Orgãos", sempre é necessária a cautela) É uma luta muito grande se inventar, se construir. O caminho é longo e o espaço é muito curto. Fantástico poder trabalhar com a velha guarda, o pessoal da pesada, aqueles que muito antes de nós já comiam grama e já sabiam do que o mundo é feito. Horas de vôo. Tudo são as horas de √ôo. Para ser aquilo que se é, é necessário uma vida inteira. ( E tem aquele negócio de ser livre... Ah, sim, porque sem liberdade não tem arte.Tem placebo. E os placebos estão por aí.) Solidez. É isso que o Zé Renato tem. O que ele é, ele o é por inteiro. Puta privilégio tomar um vinho em sua companhia e poder ouvir suas histórias de uma época que ainda se nadava no rio Tietê. Mas ele é um homem do seu tempo, nenhuma nostalgia, apenas anedotas interessantes para animar a grande mesa. E eu que estava com saudades do palco, pude matar antes do natal.
Escrito por Michelle Ferreira às 16h00
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Da queridíssima Fernandinha Tabuso 
Do querididão Ramiro Silveira 
E se alguém estiver desocupado no ABC, "Carlos Gomes", hoje, ás 20h, no Sesc Santo André.
Escrito por Michelle Ferreira às 12h55
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"Eu redijo um manifesto e não quero nada, eu digo portanto certas coisas e sou por princípios contra manifestos (...). Eu redijo este manifesto para mostrar que é possível fazer as ações opostas simultaneamente, numa única fresca respiração; sou contra a ação pela contínua contradição, pela afirmação também, eu não sou nem para nem contra e não explico por que odeio o bom-senso." Tristan Tzara
Escrito por Michelle Ferreira às 16h36
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Os acasos movem o mundo. Estou indo para São Carlos logo mais. Germano Melo me lembrou que uma das pesoas que julgaram o prêmio Luso- Brasileiro de dramaturgia, que fui finalista, foi o próprio erê, Zé Renato. Ontem cheguei no teatro e falei: " Zé, você não foi da comissão biriri bororó?" Ele responde que sim. "Lembra de Reality Câncer? Fui eu quem escrevi." Ele ficou surpreso e disse que tinha gostado muito da peça e que brigou por ela até o fim. "Era uma das melhores", ele disse. CARALHO!!!! Desculpem, mas em certas horas, só o CARALHO cabe! Zé Renato tem oitenta e quatro anos. Quando olho para ele, só vejo um menino baixinho que usa óculos. O teatro não envelhece ninguém. Segura a peruca!
Escrito por Michelle Ferreira às 11h46
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Nem sempre dá. A gente tenta, mas nem sempre dá. Você segue em frente e torce para que da próxima vez, dê. Respirar e acertar a flecha no alvo... você não erra ou acerta no momento que a flecha encosta na cortiça, mas no momento antes de atirar, no momento da respiração. À partir daí, é tudo ou nada, é vida ou morte, é acerto ou erro, é sim ou não. Você atira de novo e espera que dessa vez, aconteça. E acontece. Mário está ficando melhor e isso me deixa muito feliz. Não vejo a hora de visitá-lo e levar flores. Vou levar flores e ele vai me mandar jogá-las no lixo. Vou adorar. Vai ter o Show dos Amigos do Marião, na quinta-feira, Café Aurora. A bilheteria é para dar aquela força. Infelizmente acho que não conseguirei ir, estarei viajando com a peça, mas fica aqui a continha bancária para quem quiser parar de fazer discurso e realmente ser solidário: Cristiane do Carmo Viana Banco Unibanco agência: 0935 conta poupança: 127721-6 E seguimos usando cores diferentes, algumas pontadas no coração, algumas perdas, muitos danos. Ontem foi o dia da primeira leitura da minha peça no Folias para o projeto Exôdos. Me parece que ornou... O texto final só em fevereiro. Vou tentar lascar o guatambu. Dois testes, alguns cigarros e uma apresentação hoje à noite no CEU Jaçanã. Ah, sim, é claro que eu vou cantar "Trem das onze." E viva aquilo tudo que cura, aquilo tudo que passa, aquele abraço que conforta!
Escrito por Michelle Ferreira às 12h06
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Você se sente um peixe fora d'água?

The Collective Invention. René Magritte. 1933
Escrito por Michelle Ferreira às 12h30
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Walk on, by Bono Vox And love is not the easy thing The only baggage you can bring... And love is not the easy thing... The only baggage you can bring Is all that you can't leave behind
And if the darkness is to keep us apart And if the daylight feels like it's a long way off And if your glass heart should crack And for a second you turn back Oh no, be strong
Walk on, walk on What you got they can’t steal it No they can’t even feel it Walk on, walk on... Stay safe tonight
You're packing a suitcase for a place none of us has been A place that has to be believed to be seen You could have flown away A singing bird in an open cage Who will only fly, only fly for freedom
Walk on, walk on What you've got they can't deny it Can’t sell it, can’t buy it Walk on, walk on Stay safe tonight
And I know it aches And your heart it breaks And you can only take so much Walk on, walk on
Home… hard to know what it is if you’ve never had one Home… I can’t say where it is but I know I'm going home That's where the hurt is
I know it aches How your heart it breaks And you can only take so much Walk on, walk on
Leave it behind You've got to leave it behind All that you fashion All that you make All that you build All that you break All that you measure All that you steal All this you can leave behind All that you reason All that you sense All that you speak All you dress up All that you scheme...
Escrito por Michelle Ferreira às 01h33
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Direto do blog dos Parlapatões
O Teatro Resiste!
Bortolotto Viverá!
O espaço público é do cidadão.
O Teatro não vai se intimidar com a violência, muito menos se submeter aos bandidos, aos que querem a escuridão nas ruas, aos querem que o povo fique em casa, acuado.
Mário Bortolotto é um símbolo de nossa Praça Roosevelt. Seu estado de saúde é grave, mas está resistindo e viverá.
Vamos nos reunir no Espaço Parlapatões, hoje, dia 06/12 (domingo), às 21h, para mostrar o quanto queremos que nosso amigo se recupere completamente.
Nosso amigo Carcarah, também atingido, passa bem e está conosco em pensamento pela recuperação do Bortolotto.
Não apresentaremos a peça O Papa e a Bruxa, para que todo nosso elenco, artistas, produtores, técnicos e funcionários do teatro possam participar desse ato.
Chamamos os amigos, artistas, público, freqüentadores da praça, vizinhos, jornalistas e todos os que se dispõe a enfrentar a violência para vir a este encontro.
Vamos ler trechos de suas peças, seus poemas e vamos mostrar que o nosso palco não está a serviço das tragédias reais, mas que faz dramas, comédias e tragédias para dar fôlego à sociedade para enfrentar suas mazelas.
Compareça! O Teatro resistirá mais uma vez.
Bortolotto viverá e escreverá muito mais de nossa história!
A praça é do povo, da cultura, da comunhão, da arte e da paz!
Dia 06/12 Domingo, às 21h Espaço Parlapatões Praça Roosevelt, 158 tel. 11 3258-4449
Escrito por Michelle Ferreira às 13h18
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