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BRASIL, Mulher, Arte, esculhambação e perversidades.
 

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Chiquinha Gonzaga, 1847 - 1953

I will play the lady!



Escrito por Michelle Ferreira às 13h19
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Lavando a alma com bombril e água raz.




Escrito por Michelle Ferreira às 23h22
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Nietzsche no seu "Humano, Demasiado Humano" disse que o verdadeiro talento pode empurrar o homem ao abismo. O talento pode levar a negligência das demais faculdades, levando o homem a loucura.

Quando ele leu essa passagem para mim ontem à noite, tive a certeza de que o talento ou qualquer outra dádiva pode ser uma perdição. E lembrei de tudo que ando fazendo ultimamente, da produção que não para, do computador que não desliga, dos cigarros que se acumulam nos cinzeiros, das noites sem dormir, da vida que eu escolhi... e se para que eu possa exorcizar os deuses e os demônios que habitam a minha caverna há tanto tempo...se para isso os dedos vão precisar sangrar, o corpo adoecer e a cabeça enlouquecer, bem... que seja. Só espero que alguém me abrace no final, só isso.

...

E por falar em Nietzsche, loucura, obsessão, hoje o mestre Antunes vai ver a nossa cena.

Segura a peruca!

 

 



Escrito por Michelle Ferreira às 14h22
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Take your protein pills and put your helmet on!



Escrito por Michelle Ferreira às 15h16
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The new adventures of the old me

Na minha turma, desde criança, sempre fui a última a ter as coisas modernas.

Eu morava com os meus avós e os meus avós nunca se interessaram por isso e eu também não.

Minhas amigas já estavam entrando para a fita cassete e eu só tinha uma vitrola na sala e a minha mini vitrolinha no quarto.

Minhas amigas estavam ganhando uma penca de cds, e eu tinha quatro caixas lotadas de fitas, muitas gravadas diretamente da rádio.

( Eu ligava para a rádio Delta FM de Atibaia todos os dias. Claro, cada vez com um nome diferente.)

Depois de muito tempo eu ganhei um aparelho de cd.

Enquanto algumas companheiras gravavam cds adoidado, eu nem sabia por onde começava a brincadeira, nesse negócio de baixar música na internet, bem, nem preciso dizer que descobri o segredo faz pouco...

O fato é que apesar de toda a complexidade do meu ser, sempre fui uma pessoa de desejos muito simples, nunca liguei para o high tec.

Gosto de beber e de conversar, gosto de ler e de assistir, gosto de dançar e jogar jogos. No mais, é meio isso.

Só que o papai noel chegou mais cedo e eu estou descobrindo as maravilhas do ipod.

Antigamente eu tinha um walkman amarelo de fones no estilo Elke Maravilha.

Depois tive um discman, que na verdade nunca funcionou muito bem e acabava sempre por riscar os meus cds.

Ultimamente , eu  estava usando o meu celular que armazena músicas. Veio com o cd novo do U2. Ainda bem que eu gosto do U2.

Viajei a Europa com ele, ouvindo sempre a mesma meia dúzia de canções.

Agora tenho mais de 2000 músicas dentro do ipod que tem a finura de uma capa de caderno.

Que eu viva o suficiente para ouvir todas elas!

 

 



Escrito por Michelle Ferreira às 10h40
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Fui muito bem tratada em Istanbul, não apenas por causa dos meus  penetrantes (e comuns) olhos castanhos, mas principalmente por falar no Brasil.

Os turcos pronunciavam "Brázil" e faziam uma festa federal quando eu contava que era brasileira. Ganhei um desconto de mais ou menos quarenta liras turcas por causa sabe de quem?

Roberto Carlos!

Os turcos são loucos por futebol e claro que por isso gostam muito de nós. Um dos comerciantes com quem negociei, pichinchei, chorei, me deu uma garrafa de água mineral, e emocionado disse: "I love Fenerbahce. I love Roberto Carlos". Tudo isso batendo no próprio peito. Fiquei com vontade de cantar "Eu te amo" do Rei Roberto, mas ele não iria entender a piada, e ter que explicar piada dá um trabalho, principalmente em outro país...

Mas o importante é que Roberto Carlos, uma das coxas mais grossas do futebol e o eterno lateral da seleção, vai vir para o Corinthians!

Claro, os turcos vão ficar um pouco chateados, mas já nos levaram o Christian e o André Santos, então, a troca é mais do que  justa.

E por falar nessa cidade-coisa-louca que é Istanbul, olha a foto que tirei perto da torre de Galata:

Medo? Medinho, vai...



Escrito por Michelle Ferreira às 13h05
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La donna è mobile

Piazza del Campidoglio - Roma



Escrito por Michelle Ferreira às 12h35
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Nessa altura do campeonato, o corinthiano canta...

Uma vez Flamengo,

sempre Flamengo!



Escrito por Michelle Ferreira às 11h43
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Existem livros que não são livros. Existem livros que são uma coisa meio metafísica, meio sobrenatural, meio de outro mundo.

As páginas contém algum tipo de alquimia, algum tipo de segredo, de código, uma cifra.

Normalmente eles te fundem a cabeça e conseguem desorganizar aqueles padrões e vícios que só te arrastam para a mediocridade.

"Notas sobre o Cinematógrafo", de Robert Bresson é um desses livros.

Cada frase é uma paulada. Pancadaria o tempo todo, desconcerto... você lê e fica olhando para o horizonte. Uma vida para entender aqueles conjuntos de palavras.

Para quem aprecia cinema, ator, arte é a intoxicação necessária.

" Com as Belas Artes nenhuma concorrência."

 

"Não pense no seu filme além dos meios que você criou para você."

 

" Não embeleze nem torne feio.Não desnaturalize."

 

É um livro de segredos.

 

 



Escrito por Michelle Ferreira às 16h45
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Mão na massa e no cinema, mãos ao alto, mãos inspiradas. It's done.

"Quando os Presentes são para Ela"

um filme de No cubo

Co- produção: Elefante Filmes

Direção: Amanda Rodrigues

Roteiro: Michelle Ferreira

Direção de Fotografia: Ariene Godoy

Montagem: Michelle Ferreira e Fernando Martinez

Direção de Arte: Amanda Rodrigues

Câmera : Fernando Martinez

Figurinos: Keyla Malvezi

Trilha Sonora: Flávio Gondim

Finalização: MidiaDub

Com

Fernanda Levy

Tatiana de Marca

Maura Hayas

Fábio B'Arrochella

 

Agradecimentos a Marilu Sampaio, minha avó.

( Qualquer passo que eu dou, sempre agradeço a ela)

 



Escrito por Michelle Ferreira às 12h20
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Ele disse que seu avô tinha perdido toda a família na guerra, mas era autríaco e nazista ainda hoje. E que gostava dele porque ele era ariano. Os netos mais morenos ele não recebia.

Foi então que a luz acabou.

Cheguei sã e salva e tomei vinho no escuro. Fiquei escutando o rádio no carro.

Acho que poucos ainda conservam o hábito de ter um radinho de pilha.( Só conheço o Juca Kifuri). Fez falta naquela noite.

Não posso negar que achei tudo muito interessante.



Escrito por Michelle Ferreira às 12h06
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Estréia hoje "Lamartine Babo".

Um Antunes menino, esperando a hora de entrar no circo.



Escrito por Michelle Ferreira às 13h55
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Svendsen inspirado em Habermas

"Não podemos adotar uma atitude em relação a algo sem que haja um interesse subjacente, pois é o interesse que fornece a direção."



Escrito por Michelle Ferreira às 14h39
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Prefiro os maus e levianos. Prefiro os canalhas, os "boca suja", os "sem noção".

Prefiro os escandalosos, os imperfeitos, os que falam bobagem e  pedem desculpa.

Prefiro os que ficaram com as mãos sujas e nunca negaram os acontecimentos. Escolho a imperfeição dos fracos, que compartilham comigo aquela dor comum e ancestral, do que o falso brilho no olhar dos sonsos.

Os sonsos e sua covardia. São os primeiros a abaixar o olhar quando intimados.

Prefiro de cara os loucos, que reconhecem a fraqueza dos joelhos. Os sonsos vão para o banheiro enfiar o dedo na garganta e lavam a mão depois de te comprimentar com um abraço. São quase humanos e acreditam que o álcool em gel vai fazer com que fiquem imunes.

Cuspo nos sapatos da saudade que nunca existiu e dos tapas nas costas que poderiam ser dados com um machado.

Respeito quem aponta o dedo para mim e desprezo o sorriso amarelo e todos os adjetivos antes dos nomes serem ditos.

Posso reconhecer uma verdade quando o peito está aberto e vou prefirir ouvir "sua puta!" do que "minha querida!"

Não existe desculpa para uma simulação desse porte. Quer dizer: é porque querem alguma coisa em troca.

E o que seria?

Eu sei o que seria pois tenho o privilégio de ter o tanque cheio e as prataleiras lotadas daquilo que possa vir a interessar esse tipo de gente.

Mas antes que eles possam chegar perto do tesouro, queimo tudo e reconstruo, pois o que falta neles me é farto.


"Tinha um Et no meu quintal"



Escrito por Michelle Ferreira às 14h48
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Foram duas garrafas de um freschatti muito bom, mas poderia ter sido três, se não fosse o medo da chuva, que até que veio fraca.

Depois, duas doses de red label, e um gin tônica muito caro para o bar do Jacaré, mas tínhamos o tão sagrado privilégio de poder fumar e beber ao mesmo tempo.

Ganhamos presentinhos da Drika, vendidos por um ex-presidiário que estava usando uma camisa com os seguintes dizeres: " Nunca ande desarmado".

Fernanda contou suas histórias, Drika estava radiante e eu estava satisfeita por estar fazendo algo bom numa tarde tão quente.

( e usávamos vestidos, saias, calças modernas, estávamos bonitas com nossos óculos escuros extravagantes. De longe diriam que éramos as mulheres mais bem resolvidas da calçada)

Saber dizer "sim", saber ser generoso e também saber mandar tomar no c...

( saber mandar chamar o advogado, saber dizer umas verdades, saber se redimir, se conhecer, superar sem ter que recorrer aos velhos traumas...)

Um brinde, belas!

 

 



Escrito por Michelle Ferreira às 12h36
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